Aula de matemática (só para alegrar a manhã de qualquer um) e aula de latim. Intervalo. Saio da sala, e fico na companhia de um livro. Aprendi a ficar sozinha, na minha.
Eu sou gentil. Sou educada. E isso é ruim. Quanto mais gentileza, parece que mais você se entrega, deixa que outras pessoas te usem.
Com isso, você finalmente cultiva ódio e sonha com maneiras de se livrar daquelas pessoas.
Mais aulas e finalmente o sinal da saída. Eu sei que ás vezes minha mãe se atrasa, mas agora ela anda se surpreendendo! Uma mulher de moto estaciona ao meu lado na calçada, tira o capacete e me encara. Ela é bonita: um curto cabelo preto, franja lateral olhos verdes e um corpo "violão", marcado pela roupa preta.
- Você vem comigo, garota - disse ela.
-Hã? - Respondi a melhor coisa que me veio à cabeça.
-Eu vim te buscar.
-Minha mãe mandou você vir?
-Éé... Não. Mas confie em mim.
-Eu nem te conheço
-Mas eu sim, é muto importante, por favor, sobe que eu te levo pra casa.
-Você sabe o caminho...?
-Sei, agora vamos!
Ela me ofereceu um capacete e eu subi na garupa. Depois de um tempo percebi que ela NÃO estava me levando para minha casa. Comecei a me desesperar, Deus, como pude ser tão burra?! Agora o jeito era ela me levar para onde ela quisesse.
Andamos uma meia longa hora e ela estacionou numa casa aparentemente abandonada, desceu e eu também.
-O-o que v-você quer comigo? P-porque não me levou para minha casa? - gaguejei.
-Calma, eu não vou te matar.
-Quem é você?
-Não quero dizer, mas você é Marta.
-Como você sabe?
-Digamos que eu andei te observando...
-O que você quer comigo?
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