Cap.01 (Parte 03)
Sem resposta, ela agarrou minha mão e me puxou para dentro. Era bonito, com algumas janelas brancas, paredes brancas, piso azul-céu. Subimos uma escada que dava para um quarto enorme com janelas que ocupavam a parede inteira, por isso tinha muita iluminação. Do lado direito tinham alguns equipamentos estranhos e uma enorme TV, conectada com essas máquinas.
-Uau- exclamei
-DEEEAAAN! - de repente ela gritou, do nada, me assustando.
Um cara de cabelos castanhos, olhos cinzentos, terno e alto entrou na sala.
-Que foi?- perguntou, aparentemente sem me notar.
-Sinto que encontrei Ela -a moça disse, apontando pra mim.
-Eu esperava mais dela- Respondeu ele, olhando pra mim, com uma expressão de dúvida (Ok, eu já estava com medo!)
-Mas é ela, Dean. Podemos questioná-la.
-Questionar o que?- perguntei, claramente assombrada.
-Coisas simples, não se preocupe, não vamos machucá-la - ele me respondeu.
-Querida, queremos que você esteja confortável, gostaria de conversar aqui ou no andar de baixo? São apenas algumas perguntas... - a moça acrescentou.
-A-aqui está ótimo, mas que tipo de perguntas vocês querem fazer...?- perguntei, já não aguentando mais aquele mistério.
-Um pouco de sua vida pessoal, com detalhes se possível, e por favor, não se assuste, não vamos fazer nada de mal com você.- respondeu ele.
-Por que eu diria minha vida pessoal para vocês? Como e por que eu confiaria em vocês? - elevei a voz, droga!
-Pelo jeito está irritada, querida, aposto que quer voltar para casa, mas só queremos que saiba, que se você se "abrir" para nós, isso seria muito importante- dessa vez ela falou, calmamente.
-S-sim, eu quero voltar pra casa. - respondi.
Os dois suspiram ao mesmo tempo.
A moça me levou de volta para casa, o que demorou uns cinquenta minutos, já que minha casa era longe, e até aquele tempo já deveriam ter se passado uma ou duas horas. Ela estacionou na rua da minha casa e descemos.
-Você vem comigo? - perguntei para ela, desconfiada.
-Eu gostaria de entrar, por favor- respondeu ela.
Como sempre, minha gentileza e educação falaram mais alto e eu deixei. Peguei minha chave, abri o portão e a porta e ouvi minha mãe gritando:
-AONDE VOCÊ ESTAVA, MARTA?!- Não sei como ela sabia quem era, já que estava na cozinha. Caminhamos até lá e ela nos olhou.
-Olá, senhora, sou irmã de uma amiga da Marta, que insistiu que ela fosse almoçar na minha casa, desculpa por esquecermos sua permissão- disse a moça-que-eu-não-sabia-o-nome, respondendo à pergunta da minha mãe, tão bem que até eu acreditaria.
-Ah, tudo bem. Seja bem-vinda então- disse minha mãe, acreditando.
Ela disse que queria conversar comigo em meu quarto, então fomos. Quando estramos, ela fechou a porta.
-Eu ainda não sei seu nome - eu já estava me incomodando pelo fato de não saber seu nome.
-Meu nome é Renata. Eu gostaria de te pedir uma coisa- disse ela.
-O que?
-Eu... Poderia ser... sua amiga?
-Ahn, a-acho que sim...
-Ah que bom! No sábado eu vou vir aqui te buscar e vamos numa sorveteria, que tal?- ela disse isso com TANTA alegria que eu tive que concordar:
-Combinado.
-Que bom! Bom, tenho que ir, tchau- disse ela, já saindo do meu quarto.
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